[Agenda 2027] Estamos abrindo espaço para novos projetos — vamos conversar

Branding B2B: por que marca também vende para empresas

A lista curta do comprador B2B é feita de marcas que ele já conhece. O que as pesquisas mostram sobre o peso da marca na venda entre empresas, e por onde começar.

Existe uma ideia antiga de que empresas compram de empresas pela razão: planilha, preço, especificação técnica. Marca seria coisa de consumidor final. Os dados dizem outra coisa. Quem compra no B2B são pessoas, colocando o próprio nome e a própria reputação em jogo, e elas escolhem com mais segurança quem já conhecem e em quem confiam.

Neste artigo, reunimos o que as pesquisas mostram sobre o peso da marca na venda entre empresas, e o que fazer com isso. As fontes estão no final.

O que os dados mostram

  • A lista curta é feita de marcas conhecidas. 86% dos compradores corporativos de tecnologia já tinham na lista curta um produto que conheciam antes de começar a pesquisa, e essas listas costumam ter só dois ou três nomes (TrustRadius, 2024).
  • A preferência nasce antes da conversa. Em 81% dos casos, o comprador B2B já tem um fornecedor preferido quando faz o primeiro contato com vendas (6sense, 2024).
  • As empresas investem ao contrário. No mesmo estudo da TrustRadius, as empresas destinam 53% da verba de marketing à geração de demanda e 38% à marca.
  • O equilíbrio recomendado é outro. Com base nos dados de eficácia do IPA (Institute of Practitioners in Advertising), Les Binet e Peter Field chegaram a uma divisão de cerca de 46% da verba para construção de marca e 54% para ativação (B2B Institute, LinkedIn, 2019).
  • Emoção também vende no B2B. Segundo os mesmos autores, o marketing que apela à emoção é muito melhor para construir marca e gerar vendas e lucro no longo prazo.

Se a lista curta é montada antes da pesquisa, a marca decide quem entra na disputa. O resto do marketing decide quem ganha.

Por que o comprador B2B não é tão racional quanto parece

Ele está arriscando a própria reputação

Quem indica um fornecedor que não entrega responde por isso internamente. Por isso, a escolha pesa a segurança: a empresa que parece mais sólida, mais clara e mais confiável sai na frente, mesmo antes de qualquer comparação técnica. Um estudo da Google com a CEB sobre compradores B2B chegou a uma conclusão parecida: a conexão pessoal com a marca pesa muito na decisão, porque o comprador quer evitar risco.

Ele precisa convencer outras pessoas

Em média, 13 pessoas participam de uma decisão de compra B2B (Forrester, 2024). Uma marca clara e reconhecida facilita o consenso: é mais fácil defender, numa reunião, uma empresa que todo mundo na sala já ouviu falar e consegue entender rapidamente.

Ele não está comprando agora

Pela regra 95:5, do pesquisador John Dawes (Ehrenberg-Bass Institute), só uma pequena parte dos seus potenciais clientes, algo perto de 5%, está comprando em um dado momento. O número é aproximado, mas a lógica vale: os outros 95% vão comprar depois, e vão lembrar de quem esteve presente antes.

Branding B2B não é só logotipo

Quando falamos de marca no B2B, falamos de tudo o que faz a empresa ser lembrada, entendida e escolhida:

  • Posicionamento: para quem a empresa é, que problema resolve e por que ela, numa frase que o time inteiro repete igual.
  • Identidade verbal: como a marca fala, do site à proposta comercial.
  • Identidade visual: logotipo, cores, tipografia e um sistema que funcione em qualquer peça.
  • Consistência: a mesma empresa no site, no LinkedIn, na apresentação e no estande do evento.
  • Prova: cases, clientes e resultados que sustentam o que a marca promete.

Sinais de que a sua marca está atrapalhando a venda

  • O lead pergunta, na primeira reunião, “o que vocês fazem exatamente?”.
  • As vendas só se fecham por indicação, e a empresa não é lembrada fora desse círculo.
  • Toda negociação vira disputa de preço.
  • O site, a apresentação comercial e as redes parecem de empresas diferentes.
  • O time comercial prefere não mandar o site para clientes importantes.

Três momentos em que a marca B2B faz diferença

Quando a indicação para de bastar. A JustiSecure, empresa de tecnologia que atende de infraestrutura a cloud e IA, cresceu com base em confiança e indicações. Para a nova fase de expansão, precisava de uma identidade mais moderna e profissional, como base para o site e para uma comunicação mais ampla. Veja o case.

Quando o produto chega ao mercado. A Ummo, plataforma de gestão de benefícios corporativos, precisava nascer com uma marca que transmitisse confiança para as áreas de RH. Nome, identidade e site foram criados juntos para a estreia na Conarh 2026. Veja o case.

Quando é preciso ousar sem perder credibilidade. A Opt-Driven, que une pesquisa acadêmica e inteligência artificial, pediu uma marca ousada e disruptiva, mas com a autoridade de quem entrega resultados reais. Veja o case.

Marca ou geração de demanda? As duas

Não se trata de trocar leads por marca. A geração de demanda colhe quem está pronto para comprar agora; a marca planta para quem vai comprar depois e prepara o terreno para as campanhas: é mais fácil converter quem já reconhece o nome de quem está anunciando. O erro mais comum é cortar a marca quando o trimestre aperta, e descobrir meses depois que a lista curta dos clientes mudou.

Por onde começar

  1. Escreva o posicionamento em uma frase e teste com o time: se cada um disser uma coisa diferente, comece por aqui.
  2. Revise o que o comprador vê primeiro: site, LinkedIn da empresa e dos sócios, apresentação comercial.
  3. Organize a identidade em um manual que qualquer pessoa do time, ou fornecedor, consiga aplicar.
  4. Mostre prova: transforme projetos entregues em cases com contexto, processo e resultado.
  5. Esteja presente com constância para quem ainda não está comprando: conteúdo, eventos e redes, sem esperar retorno imediato.

Esse é o trabalho que fazemos no serviço de Branding da Kukula, sempre ligado ao site e às campanhas, para a marca chegar inteira em cada ponto de contato. Se quiser conversar sobre a sua, é só solicitar uma proposta.

Fontes

Escrito por

Kadu Ramos

Sócio e estrategista de marca da Kukula. Experiência em estratégia de comunicação e performance, hoje dedicada a branding e assessoria de marca.

Ver perfil e artigos

Quem escreve

Agência parceira de branding, criatividade e soluções digitais para marcas em constante evolução, com sede em Jundiaí e clientes em todo o Brasil. Estratégia, design e tecnologia no mesmo time.

E-book gratuito

A estrutura de marketing de 2027. O que usar em cada etapa, e o que não comprar.

  • 07problemas
  • 28ferramentas
  • 01checklist
Baixar o e-book grátis
Solicite uma proposta