“Precisamos de um rebranding” é uma das frases que mais ouvimos. Às vezes é exatamente isso. Muitas vezes, a marca precisa de algo menor, ou de algo diferente, e confundir as três coisas é o caminho mais rápido para um projeto com escopo errado, orçamento errado e resultado decepcionante.
Três coisas que não são a mesma coisa
| O que é | O que muda | O que fica |
|---|---|---|
| Restyling | A expressão: visual e, às vezes, o tom de voz | Posicionamento, nome e promessa |
| Reposicionamento | A estratégia: para quem, que problema, por que você | Muitas vezes a identidade, com ajustes |
| Rebranding | Estratégia e expressão, às vezes também o nome | O que a pesquisa mostrar que vale preservar |
Um teste de duas perguntas
Responda com honestidade, de preferência com o time comercial na sala:
- A estratégia ainda é verdade? Para quem a empresa é, que problema resolve e por que ela, continuam valendo?
- A expressão comunica essa estratégia? Quem vê o site, a apresentação e o LinkedIn entende isso rapidamente?
- Sim e sim: a marca não precisa mudar. Precisa de consistência: um manual atualizado e modelos que o time use.
- Sim e não: restyling. A estratégia está certa; o visual ou a linguagem envelheceram ou se perderam.
- Não e mais ou menos: reposicionamento. A empresa mudou de público ou de proposta, e a identidade pode ser adaptada a isso.
- Não e não: rebranding. É hora de voltar ao começo, da pesquisa ao lançamento.
O que um rebranding não resolve
A marca torna visível o valor que a empresa tem. Ela não cria valor que não existe. Por isso, um rebranding não resolve:
- Um produto ou serviço com problema. Uma marca melhor faz mais gente experimentar, e mais gente descobrir o problema.
- Uma proposta de valor que ninguém definiu. Se o time não sabe dizer por que o cliente deve escolher a empresa, o primeiro passo é estratégia, não design.
- Vendas sem processo. Lead que esfria por falta de retorno ou de CRM continua esfriando com logotipo novo.
- Falta de presença. Se ninguém vê a marca, trocar a marca não muda isso. O problema é de canal e de constância.
- Preço fora do mercado. A marca pode justificar um preço mais alto, mas não sustenta qualquer preço.
Quando não é hora
- A única razão é que alguém enjoou do logotipo.
- A empresa está no meio de uma mudança de estratégia que ainda não foi decidida.
- Não existe uma pessoa com autoridade para tomar as decisões do projeto.
- Não há como implantar a marca depois: nesse caso, um projeto menor, bem aplicado, vale mais do que um grande que fica na gaveta.
Quando é hora
A empresa mudou e a marca ficou para trás; o público mudou; a inconsistência ficou visível porque o marketing está crescendo; ou um momento de muita visibilidade está chegando, como um lançamento, uma expansão ou uma rodada de investimento. Detalhamos os sinais em 7 sinais de que a sua marca precisa de um rebranding.
A pergunta certa não é “precisamos de uma marca nova?”, e sim “o que, exatamente, a marca atual está impedindo?”.
Decidiu que é um rebranding? Veja como planejar um rebranding B2B, fase a fase. Ainda em dúvida? Uma conversa ajuda a separar o que é marca do que é outra coisa: é assim que começa todo projeto de Branding na Kukula.
Quem escreve
Agência parceira de branding, criatividade e soluções digitais para marcas em constante evolução, com sede em Jundiaí e clientes em todo o Brasil. Estratégia, design e tecnologia no mesmo time.