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Um bom SEO é um bom GEO: o que muda (e o que não muda) na busca com IA

O Google diz que não há requisitos especiais para aparecer nas respostas de IA. O que continua valendo do SEO, o que muda de verdade e quais atalhos evitar.

GEO, AEO, AIO, LLMO. Desde que a inteligência artificial chegou à busca, apareceu uma sigla nova por mês, e com ela a sensação de que tudo o que se sabia sobre SEO ficou velho. O próprio Google tem uma resposta curta para isso: um bom SEO é um bom GEO.

O que o Google disse

A frase é de Danny Sullivan, que cuida da comunicação da Busca do Google, numa palestra na WordCamp US em agosto de 2025: “Good SEO is good GEO”. O recado era claro: não entre em pânico. Conteúdo excelente feito para pessoas continua sendo o que funciona, inclusive nas respostas de IA.

A documentação oficial do Google vai na mesma linha. Na página sobre recursos de IA, o Google afirma que não há requisitos adicionais para aparecer nas AI Overviews ou no Modo IA, nem otimizações especiais necessárias. Para ser elegível, a página precisa estar indexada e apta a aparecer na busca com um trecho de texto. E as recomendações são as mesmas de sempre: permitir o rastreamento, facilitar que o conteúdo seja encontrado por links internos, oferecer uma boa experiência e manter o conteúdo importante em texto.

O que não muda

Prática de SEOPor que ajuda no GooglePor que ajuda na IA
Site rastreável e indexadoSem índice, não há rankingA IA só cita o que consegue ler
Conteúdo útil para pessoasÉ o que o Google tenta premiarRespostas boas são o material da resposta da IA
Estrutura clara (títulos, listas)Facilita entender o tema da páginaFacilita recortar e citar um trecho
Links internosAjudam o Google a encontrar páginasLigam os subtópicos que a IA busca
Dados estruturados fiéis ao textoAjudam a entender a empresaReforçam quem você é e o que faz
Reputação e menções externasSinal de autoridadeA IA resume o que outras fontes dizem de você
Velocidade e boa experiênciaFator de qualidade da páginaQuem clica na fonte precisa ser bem recebido

O que muda (de verdade)

As perguntas ficaram mais longas

Segundo o Google, as perguntas feitas no Modo IA em português têm de duas a três vezes o tamanho de uma busca tradicional. Em vez de “agência de branding jundiaí”, a pessoa pergunta “qual agência em Jundiaí faz marca e site para empresa de tecnologia B2B?”. Conteúdo que responde a perguntas específicas, de quem está decidindo, ganha espaço.

A resposta junta várias fontes

Com o query fan-out, a IA divide a pergunta em subtópicos e busca cada um. Ser a melhor página para uma palavra-chave importa menos do que ter boas respostas para cada parte da decisão: preço, prazo, processo, comparação, cases.

Menos cliques, mais menções

Num estudo da Pew Research, quem viu um resumo de IA no Google clicou em resultados tradicionais em 8% das visitas, contra 15% sem resumo. Aparecer citado na resposta, com o nome da empresa, passa a contar como resultado, e isso exige medir de outro jeito, não só por cliques.

Há mais robôs para receber

ChatGPT, Perplexity e Claude têm os próprios robôs de busca. Um robots.txt pensado só para o Google pode estar bloqueando, sem querer, quem responde a centenas de milhões de pessoas por semana.

Desconfie dos atalhos

Junto com as siglas novas, vieram as promessas de truques: texto escondido “para a IA”, páginas reescritas cheias de palavras-chave, marcação especial que garantiria citação. O Google diz explicitamente que não existe um schema especial para os recursos de IA, e o estudo acadêmico que criou o termo GEO mostrou que encher o texto de palavras-chave não melhora a visibilidade nas respostas. O que funcionou foi o contrário: texto mais claro, com dados e fontes.

Se uma técnica só funciona enganando a máquina, ela vai parar de funcionar na próxima atualização. Se funciona porque ajuda quem lê, ela tende a funcionar em qualquer buscador.

O que fizemos no site da própria Kukula

Para não ficar só na teoria, este é o básico que aplicamos aqui:

  • Robôs de busca das IAs liberados no robots.txt, ao lado do Google.
  • Dados estruturados da empresa (tipo de serviço, cidade, área atendida, perfis) iguais ao que está escrito nas páginas.
  • Uma página por serviço, com perguntas frequentes em texto.
  • Artigos com dados e fontes citadas, como este.
  • Um llms.txt com o resumo do site, como aposta de baixo custo.

Nada disso é exclusivo de GEO. É SEO bem feito, com a IA em mente.

Para o passo a passo de como aparecer nas respostas da IA, leia GEO: como aparecer nas respostas da IA. Se quiser revisar o seu site, o SEO técnico faz parte do serviço de Tecnologia da Kukula.

Fontes

Escrito por

Caio Perboni Zeni

Sócio da Kukula, lidera sites e experiência digital. Mais de 10 anos unindo UX/UI, desenvolvimento e visão de negócio.

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Quem escreve

Agência parceira de branding, criatividade e soluções digitais para marcas em constante evolução, com sede em Jundiaí e clientes em todo o Brasil. Estratégia, design e tecnologia no mesmo time.

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